Joaquim Américo - Campeonato Paranaense de 1978
Aquela foi mesmo uma partida inacreditável. Uma história que, se não tivesse sido documentada, soaria como um conto de fadas e não como uma partida de futebol real. Tarde de sábado no caldeirão, público de 8.276 pagantes no estádio e a expectativa de que o Atlético vencesse o clássico com o Colorado.
Começa a partida e logo a quatro minutos, o Colorado chega com perigo. Aos 35 minutos de jogo, o adversário faz 1 a 0, num gol de cabeça, e termina o primeiro tempo na frente. Na volta do intervalo, a equipe rubro-negra sai do vestiário modificada e renova a fé da torcida atleticana. Mas a esperança vem abaixo com apenas dois minutos de jogo. O Colorado amplia para 2 a 0, em mais um gol pelo alto. A partir daí, o Atlético se perde em campo e o Colorado marca mais dois: 4 a 0. A goleada parecia selar o destino trágico daquela tarde de novembro.
Mas o inacreditável ainda estava por vir. Foi Ziquita, um jogador apagado no resto da partida, que fez o Furacão renascer em campo. Aos 30, de cabeça, ele fez o primeiro; aos 34, de virada, marcou o segundo; aos 36, descontou mais um, outra vez de cabeça. Três gols em seis minutos. A torcida já vibrava com a sensacional reação e antevia a divina chance de empatar uma partida quase perdida. E, a dois minutos do fim, veio o milagre. O árbitro deixou de dar um pênalti para o Atlético, mas Ziquita levou vantagem no lance e marcou mais um: 4 a 4.
E o resultado heróico só não foi mais avassalador porque, um minuto depois, a última cabeçada do memorável Ziquita explodiu no travessão.