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A região da Baixada da Água Verde é a casa do Atlético desde o nascimento do clube, em 1924. Muito antes de ser nosso templo de raça e paixão, o lugar era só uma chácara do arrabalde da Água Verde. O terreno ficava ao lado de um depósito de pólvora do exército, tinha poucas ondulações e bastou remover alguns tocos, eliminar desníveis e o campo já estava praticamente desenhado.

A área era alugada e o contrato foi sendo renovado até 1929, ano em que Carlos Hauer, já idoso, deu um ultimato ao clube. Ele iria vender o terreno e, se os dirigentes do Atlético não se manifestassem, ele negociaria com outros interessados.

Luis Feliciano Guimarães - presidente do Atlético na época -, e Hermano Franco Machado, tomaram frente, adquiriram o terreno e o alugaram novamente para o Rubro-Negro. Em 1933, com Cândido Mäder na presidência, o Atlético tornou-se finalmente dono definitivo da Baixada. O negócio aconteceu com a participação do Governo do Estado.

O interventor Manoel Ribas queria criar uma escola superior de Agronomia e o lugar ideal para construir a faculdade pertencia ao Atlético. O Clube havia recebido a área como doação do Governador Afonso Camargo, em 1929. O terreno ficava no, então distante, arrabalde do Juvevê. O Governo comprou o terreno da Baixada de Luis Guimarães e o trocou pelo que ficava no Juvevê. A Faculdade de Agronomia da UFPR funciona lá até hoje.

O ESTÁDIO JOAQUIM AMÉRICO

A partir desse momento, os dirigentes do Atlético resolveram batizar o estádio de Estádio Joaquim Américo, numa justa homenagem ao homem que havia fundado o Internacional e a própria Baixada. Foi uma homenagem póstuma, pois Joaquim Américo havia falecido em 1917.

A construção da arquibancada coberta e em concreto – uma inovação tecnológica para a época – começou em 1937 e, com cobertura, inaugurada oficialmente em 1939. Durante muitos anos, o estádio recebeu jogos de outros clubes que não tinham estrutura adequada para mandarem seus jogos.

Em 1967, já envelhecido, o estádio passou por reformas. Foram construídos novos degraus nas arquibancadas, novos vestiários e um novo alambrado. Veio outra reforma em 1980, com um sistema de iluminação doado por torcedores. Mas as melhorias não eram suficientes para devolver o brilho dos primeiros dias.

O ostracismo veio em seguida. De 1985 a 1993, o Atlético saiu de casa. Foi jogar no Pinheirão. A volta à Baixada só aconteceu em 1994. Desta vez, a intervenção foi bem maior. O Joaquim Américo ganhou novas arquibancadas, novas cadeiras sociais e maior capacidade de público.

Em 1996, veio a última intervenção no velho estádio. De volta à primeira divisão do futebol nacional e sem tempo para construir uma ampliação definitiva, o Clube alugou arquibancadas tubulares para aumentar ainda mais a capacidade. Neste ano, o Atlético registra o recorde de 28.039 pessoas na partida contra o Atlético Mineiro, válida pelas quartas de final do Campeonato Brasileiro do mesmo ano.



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